Hoje é domingo de Páscoa. Domingo que veio no pacote de um feriado. O último prolongado no ano. E os chocolates? Foi isso que você perguntou, eu sei. Não me venha com essa de que hoje a desculpa é o frio. Segunda-feira está aí e o seu arrependimento também.
Gosto de chocolate, mas sem doença. Apesar disso, cometi um pecadinho coelhístico esse ano. Ao leite, maciço, recheio truffado com maracujá. Foi na medida. Na medida da ansiedade. Na medida do especulação capitalista da data.
Em meio à divulgação dos confeitos e guloseimas, vi uma comentário na televisão. O homem dizia que enquanto "nossas crianças" são intoxicadas pela indústria do chocolate, se faz necessário lembrar aos pais o verdadeiro significado de renovação da Páscoa. Renovação, meu amigo, só do desejo de lucrar mais a cada ano.
A (curta) memória ocidental ajuda a apontar esse gatilho para a sua cabeça. Deslizamentos, pacificação de comunidades, enchentes e até genocídios em escolas, já estão suprimidos. Enterrados. Sem chance de vir à superfície e tatear os ovos do coelho.
Sim, estou ácida hoje. Mas não tão sulfuricamente eficiente quanto a indústria cultural que prega o significado de renovação da Páscoa.
Escrevendo Sem Amarras
Sem pudores de edição, sem preconceitos com períodos longos e frases subjetivas. Isso é Escrever sem Amarras.
domingo, 24 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Vai uma dinâmica de grupo aí?
Quer saber de uma coisa? Já nem me machuco mais. É tanta carapaça que nem chega à pele. Que nem me dói como doía antes.
Hoje recebi mais um não como resposta em uma seleção de estágio. Lugar chique, gente bonita e capacitada...era bem concorrido mesmo. Mas...já é a terceira empresa que isso acontece, em menos de quinze dias. Será que sou eu o prolema? Será que estou fazendo algo errado? Impossível dizer. Acho que mesmo lendo o VADEMECUM do RH, eu não decifraria a lógica desses processos. Se é que existe alguma lógica que os rege.
É difícil, mas vou tentar tirar o lado positivo disso. Por isso contarei algumas das minhas experiências de entrevista. Estive frente a frente com toda sorte de selecionadores da face da Terra nos últimos tempos. Gente objetiva, gente enrolada, gente que sabe quem está procurando e até mesmo selecionador que atrasa mais de 1 hora do combinado e não faz idéia dos detalhes da vaga.
Já cheguei a ficar 6 horas numa empresa fazendo mil dinâmicas. Entrei com sol e quando saí já era noite. Demorou, mas me ligaram. Pra falarem que tinha outra etapa. No fim, saí na terceira fase. E tudo porque não sei desenhar um carrinho. Caraca. É nessas horas que penso o quanto serei uma péssima jornalista por não saber desenhar...
Também já aconteceu de tudo quando estava indo às entrevistas. Esqueci a carteira, meu celular caiu na calçada perto do esgoto, peguei ônibus no lugar do metrô (que seria muito mais rápido), entre outras trapalhadas.
E daí?
Daí que Renato Russo continuará regendo minha vida com seu "sol voltando amanhã", na certeza de que "quem acredita, sempre alcança".
Besteira. A verdade? Não, não revelarei nada extraordinário sobre os processos seletivos no final desse post. Pelo contrário. Tenho cada vez mais dúvidas. E a certeza de que NUNCA enveredaria para a área de RH.
E tenho dito!!
Obs: Ah, só mais uma charge impagável sobre o assunto. Não poderia perder, claro.
quarta-feira, 16 de março de 2011
E hoje?

É...disse que ia começar e não comecei. Mas, assim é a web 2.0: cheia de possibilidades, quase nenhum compromentimento.
E hoje? Hoje estou telegráfica.
E hoje é quarta, dia de feijoada no PF da esquina. Meio da semana, meio aqui, meio ali. Nem sexta, nem segunda, apenas quarta-feira. Nem tão perto do começo e quase perto do fim. Mas a minha semana não acaba na sexta. Tenho plantão no sábado e no domingo. E isso é outra coisa.
E o trabalho? Tranquilo. São fases. Agora está tudo sob controle. Logo surgirá um evento bombando a cidade. Logo teremos correria na redação.
Acabei de decidir fazer Monografia para concluir meu curso de Jornalismo. E já tenho um orientador. Também tenho o tema: cinema. Descobri uma vontade oculta há 4 anos.
E a saúde? Ah, bem. Nem tanto, na verdade. Uma dor de garganta apareceu hoje de manhã. Vou comprar uma pastilha na farmárcia e resolvo o caso.
E agora? Agora preciso ir almoçar. Vou parar de escrever no meu blog e fazer a tarefa da faculdade.
Ah! E tenham uma ótima quarta!!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Domingo, 16 de janeiro

Olá mundo,
Acabei de me mudar...isso é bom? É ruim? I really don't know. É a primeira vez que estou morando longe da minha família.Tenho 22 anos, uma vontade imensa de aproveitar TUDO o que a vida pode me oferecer de bom. O fato é: me casei. Juntei os trapos, sei lá. Algo do tipo. Seis anos de relacionamento, estava na hora, eu acho.
Só sei que estou morando com o cara que conheci e me envolveu com seu jeito simples de ver a vida. O cara que me ensinou que, sim, eu tenho lá meu lado prepotente. Mas que sou mais doce e delicada do que imagino ser.
Terminamos de mobiliar (decentemente) a casa, estamos felizes. Estou me desdobrando entre o trabalho e a administração do novo lar. Em fevereiro, a faculdade (e o TCC) entram na rotina. Espero manter tudo sob controle. Apesar de essa sensação de controle total das situações me parecer uma falácia. Ninguém controla nada (ou TUDO) nessa vida. Senão, como se explicam os "felizes para sempre" que acabam e os filhos bem criados que assassinam os pais? But, whatever...
Estou mesmo com vontade de escrever hoje. E não tem nem sinal de chuva lá fora.A desculpa não é um temporal na janela. Só quero deslizar meus dedos pelo teclado sem me preocupar com as edições que minha futura profissão tanto exige.
Aqui vou ser eu mesma. A Carol, a Ana, a Ana Carollina. Todas em uma só. Ou nenhuma delas, já que "tudo é fingimento", não é Professor Urbano? Entretanto(palavra muito chique essa), quero mesmo é perder as amarras. Soltar os bichos e ser a brasileira espontânea e feliz que a vida me fez.
Saudades dos pais, da antiga casa, do irmão e do cachorro. Mas, vou visitá-los sempre que posso. Sinto falta também de um pouco da bagunça da outra casa, das feiras aos domingos naquele bairro e de ver minha mãe reclamando de ter que fazer comida "de novo". Fui e sou feliz. A maneiras diferentes.
Agora vou curtir o sol lá fora.
Bye mundo.
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