domingo, 24 de abril de 2011

Ovos corrosivos

Hoje é domingo de Páscoa. Domingo que veio no pacote de um feriado. O último prolongado no ano. E os chocolates? Foi isso que você perguntou, eu sei. Não me venha com essa de que hoje a desculpa é o frio. Segunda-feira está aí e o seu arrependimento também.
Gosto de chocolate, mas sem doença. Apesar disso, cometi um pecadinho coelhístico esse ano. Ao leite, maciço, recheio truffado com maracujá. Foi na medida. Na medida da ansiedade. Na medida do especulação capitalista da data.
Em meio à divulgação dos confeitos e guloseimas, vi uma comentário na televisão. O homem dizia que enquanto "nossas crianças" são intoxicadas pela indústria do chocolate, se faz necessário lembrar aos pais o verdadeiro significado de renovação da Páscoa. Renovação, meu amigo, só do desejo de lucrar mais a cada ano.


A (curta) memória ocidental ajuda a apontar esse gatilho para a sua cabeça. Deslizamentos, pacificação de comunidades, enchentes e até genocídios em escolas, já estão suprimidos. Enterrados. Sem chance de vir à superfície e tatear os ovos do coelho.
Sim, estou ácida hoje. Mas não tão sulfuricamente eficiente quanto a indústria cultural que prega o significado de renovação da Páscoa.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vai uma dinâmica de grupo aí?


Quer saber de uma coisa? Já nem me machuco mais. É tanta carapaça que nem chega à pele. Que nem me dói como doía antes.

Hoje recebi mais um não como resposta em uma seleção de estágio. Lugar chique, gente bonita e capacitada...era bem concorrido mesmo. Mas...já é a terceira empresa que isso acontece, em menos de quinze dias. Será que sou eu o prolema? Será que estou fazendo algo errado? Impossível dizer. Acho que mesmo lendo o VADEMECUM do RH, eu não decifraria a lógica desses processos. Se é que existe alguma lógica que os rege.

É difícil, mas vou tentar tirar o lado positivo disso. Por isso contarei algumas das minhas experiências de entrevista. Estive frente a frente com toda sorte de selecionadores da face da Terra nos últimos tempos. Gente objetiva, gente enrolada, gente que sabe quem está procurando e até mesmo selecionador que atrasa mais de 1 hora do combinado e não faz idéia dos detalhes da vaga.

Já cheguei a ficar 6 horas numa empresa fazendo mil dinâmicas. Entrei com sol e quando saí já era noite. Demorou, mas me ligaram. Pra falarem que tinha outra etapa. No fim, saí na terceira fase. E tudo porque não sei desenhar um carrinho. Caraca. É nessas horas que penso o quanto serei uma péssima jornalista por não saber desenhar...

Também já aconteceu de tudo quando estava indo às entrevistas. Esqueci a carteira, meu celular caiu na calçada perto do esgoto, peguei ônibus no lugar do metrô (que seria muito mais rápido), entre outras trapalhadas.

E daí?
Daí que Renato Russo continuará regendo minha vida com seu "sol voltando amanhã", na certeza de que "quem acredita, sempre alcança".

Besteira. A verdade? Não, não revelarei nada extraordinário sobre os processos seletivos no final desse post. Pelo contrário. Tenho cada vez mais dúvidas. E a certeza de que NUNCA enveredaria para a área de RH.

E tenho dito!!

Obs: Ah, só mais uma charge impagável sobre o assunto. Não poderia perder, claro.